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Indústria precisa manter investimento em educação profissional mesmo na crise, defende presidente da WorldSkills International

Presidente da WorldSkills International, Simon Bartley, fala sobre maior competição de educação profissional do mundo

O britânico Simon Bartley é um entusiasta do ensino técnico. Aos 58 anos, formado em Gestão da Ciência de Engenharia pela Universidade de Durham (Inglaterra), ele fez carreira na engenharia civil - onde tem no currículo a participação na construção do Terminal 4 do aeroporto de Heathrow, em Londres, um dos maiores do mundo. Mas as grandes construções não são a maior paixão de Bartley. Ele gosta mesmo é de gente. Em 2007, chefiou a delegação do Reino Unido na 39ª edição da WorldSkills, em Shizuoka no Japão. Três anos depois, foi eleito presidente da WorldSkills International.

Ele conversou com a Agência CNI de Notícias no meio da tarde do terceiro dia de competição (14), no último andar do CYBER – o espaço de convivência do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) erguido no meio do pavilhão do Parque Anhembi – de onde se via competidores frenéticos, concentrados, correndo contra o relógio e em busca de excelência.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Como o senhor avalia a competição?

Simon Bartley – A competição está indo muito bem. Neste ponto, os competidores começam a ver que eles chegaram ao começo do fim. Este é o sempre o dia mais pesado para os jovens, quando eles já sabem se cumprirão as tarefas no tempo determinado, se erraram, o que dá para consertar. Do ponto de vista da organização, esta edição está sensacional. Eu realmente fico impressionado em ver tantos jovens, e também os mais velhos, que têm a oportunidade de viver a experiência desse evento maravilhoso.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – O Brasil fez um bom trabalho?

Simon Bartley – O Brasil está fazendo um ótimo trabalho.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – De que forma o senhor acredita que a WorldSkills inspira os jovens que visitam a competição?

Simon Bartley – Essa competição inspira os jovens porque eles veem jovens como eles, representando seu país, fazendo algo que amam e, além disso, fazendo muito bem, com excelência. Então o que eu percebo nos olhos dos que observam esses desafios por cima das cercas das ocupações uma expressão do tipo “Opa! Isso poderia ser algo interessante de eu fazer na minha vida, talvez eu deva procurar mais informações sobre essa profissão”. Essa é a inspiração.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Na sua opinião, trazer a WorldSkills para o Brasil pode significar um aumento pela procura de cursos de educação profissional no país?

Simon Bartley – Sim. O Brasil tem investido em educação profissional com a SENAI, e a CNI a fim de trazer benefícios econômicos para a nação. E sediar essa competição deve ser o começo de um legado. O objetivo desse evento é fazer com que os políticos em Brasília e que as indústrias brasileiras entendam a relevância de investir no ensino profissional. Afinal, se o Brasil almeja impactar a economia mundial é preciso competir no mais alto nível. E isso se faz com qualificação de mão de obra. Também existe outro lado, o de a WorldSkills influenciar a vida de quem já está trabalhando. É preciso chamar a atenção dessas pessoas para o fato de que, se houver mais treino, mais aprimoramento, a vida dessas pessoas e de suas famílias vai melhorar, assim como a realidade de suas cidades, suas regiões, de seu país.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Estamos passando por uma crise. Mesmo neste momento o ensino profissional pode ser uma oportunidade?

Simon Bartley – O Brasil é uma das mais importantes economias emergentes. O que é interessante sobre essa crise atual em alguns países é que a indústria continua a treinar e qualificar pessoas, mesmo durante a crise. Nos últimos anos, em casos de nações que passaram por crises e se recuperaram, ao fazer cortes em pesquisa e desenvolvimento (P&D), elas mantiveram o treinamento de pessoas. Se eu pudesse deixar um recado para a indústria brasileira neste momento difícil é: não pare de treinar e qualificar mão de obra. A indústria precisará de cada uma dessas pessoas se quiser sair da crise mais rapidamente e ser cada vez mais capaz de competir no mercado global.

A WORLDSKILLS – O evento é realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pela Confederação Nacional da Indústria. A equipe brasileira é formada por 50 alunos formados no SENAI e seis no Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) . Essa é a maior delegação já reunida pelo país para a competição internacional.

VISITAÇÃO GRATUITA – A entrada é de graça. No sábado, a visita vai de 9h às 16h. Ônibus gratuitos saem de hora em hora em frente ao Arquivo Público de São Paulo, perto da estação Tietê do metrô. A volta para o local de partida também sai de hora em hora.

LINKS RÁPIDOS
Conheça a delegação brasileira: www.senai.br/delegacaobrasileira
Informações gerais: www.senai.br/worldskills
Cobertura completa: www.gdshengjie.com/senai/canal/olimpiada_noticias
Site oficial: www.worldskillssaopaulo2015.com
Tour virtual: www.escolhafuturo.com.br

REDES SOCIAIS
Facebook:www.facebook.com/olimpiadasenai
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