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Produção industrial cai em janeiro, com a menor UCI desde 2009, diz CNI

A produção industrial voltou a se retrair no primeiro mês de 2012, registrando 45 pontos e mantendo a tendência de queda iniciada em setembro passado

A produção industrial voltou a se retrair no primeiro mês de 2012, registrando 45 pontos e mantendo a tendência de queda iniciada em setembro passado. A utilização da capacidade instalada (UCI), com 41,7 pontos, atingiu o menor patamar desde 2009. A informação é da Sondagem Industrial de janeiro, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 24.02. Os indicadores variam de zero a cem. Valores acima de 50 indicam aumento na atividade, no emprego, acúmulo de estoques indesejados e UCI acima do usual. 

O número de empregados é outro indicador que recuou, para o nível de 47,1 pontos. Apesar da atividade industrial mais fraca, o volume de estoques indesejados se manteve praticamente inalterado. O índice de evolução de estoques atingiu 52,7 pontos em janeiro, demonstrando que as empresas estão com dificuldades para reduzir a quantidade de mercadorias armazenadas para venda. 

O gerente-executivo da Unidade de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, diz que a Sondagem Industrial de janeiro confirma o desaquecimento da indústria. “Estamos no momento mais fraco da produção industrial”, atesta. 

Assinala que, embora a tendência seja de crescimento no decorrer do semestre, provavelmente a recuperação da produção irá demorar, mesmo que as vendas venham a crescer, porque os estoques estão elevados. “ A indústria vai ter de reduzir a produção ainda mais para poder fazer cair o estoque. Só após a diminuição dos estoques acima do planejado, poderá, então, voltar a um ritmo de produção mais acelerado”, prevê Fonseca. 

Maior otimismo – A retração da atividade industrial desde setembro não influenciou as expectativas dos empresários para os próximos seis meses, que são positivas. O índice ficou em 59,3 pontos em fevereiro, acima dos 56,2 pontos do mês passado. “O crescimento do otimismo é influenciado pela sazonalidade da demanda por produtos industriais, que historicamente se intensifica no decorrer do primeiro semestre do ano”, destaca a Sondagem. 

Os demais índices de expectativas – compras de matérias-primas, número de empregados e quantidade exportada – também subiram, se afastando ainda mais da linha dos 50 pontos e reforçando a perspectiva otimista dos empresários para os próximos seis meses. Em relação às compras de matérias-primas, o indicador registrou 56,4 pontos. As previsões sobre o número de empregados atingiram 52,2 pontos, enquanto a perspectiva de evolução do volume exportado chegou a 51,9 pontos. 

“Geralmente no início do ano as pessoas estão mais otimistas”, sublinha o gerente-executivo da Unidade de Pesquisas da CNI. Acrescenta que, além disso, contribuiu também para o otimismo dos empresários da indústria o retorno da política governamental de estímulo à demanda doméstica. A Sondagem Industrial foi realizada entre os dias 1º e 14 de fevereiro com 1.756 empresas, das quais 630 de pequeno porte, 663 médias e 463 grandes.

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